Há 6 anos, ao receber notícia sobre a morte do Papa, senti como se tivesse terminado uma época da história do mundo, da Igreja e, também, da minha vida. Desde os meus 15 anos vivi fascinado com Deus e com a Igreja, em grade parte graças a João Paulo II. Esta fascinação não era a mesma que, pelo menos nos primeiros anos do pontificado de João Paulo II, apresentavam e nutriam os meios de comunicação. Ainda hoje lembro-me das manchetes de jornais que falavam do porte atlético do Papa e de suas viagens repletas de gestos inesperados, originais e cativantes, criando uma imagem do "Papa-Popstar". Não tive também muitas ocasiões de ver João Paulo II de perto. O que, de fato, causou (e ainda causa) a minha admiração, foram os seus textos. Ainda adolescente, fiquei apaixonado pelas primeiras encíclicas do Papa: "Redemptor hominis", "Laborem exercens" e "Dives in misericordia". Depois vieram muitos outros documentos, discursos e livros. Palavras embriagadas de amor por Deus e pelo ser humano. Cada ser humano. Hoje, no sexto aniversário do seu retorno à casa do Pai e quase às vesperas de sua beatificação (no próximo dia 01 de maio), agradeço a Deus pelo dom deste Papa e agradeço a João Paulo II, especialmente por ser apóstolo de - e para - cada homem, sem excessão alguma.
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