Eu não saí do armário, mas alguém, de repente, abriu a porta e várias pessoas me viram ali, dentro. E agora continuo convivendo com os mesmos amigos e conhecidos e ninguém toca no assunto. Tento captar as “entrelinhas” em nossas conversas. Por enquanto, nada. Não me importo muito com isso. Diria: “Por mim, tanto faz”. Fico rindo comigo, ao lembrar-me de como ficava irritado com esta resposta. Foi na época do meu “caso amoroso” (namoro, relacionamento... não sei a palavra certa) com o Deley. Naquele tempo, ouvir isso (“Por mim...”), soava como: “Não me importo com você”. Talvez esteja exagerando, mas então, foi essa a minha sensação. Anos se passaram, várias coisas aconteceram e hoje somos amigos. Agora não preciso mais “arrancar” as respostas dele nem puxar a conversa. Parece que aquela tensão de antigamente sumiu. Amadurecemos? Talvez. O tempo, ao passar, fez isso por nós? Talvez. Uma coisa sei hoje: o meu olhar a todas essas coisas ficou mais sereno. Estou pronto para um novo relacionamento? Ah, não tenho certeza. E não tenho pressa. Sem dúvida, existe, lá no fundo, uma disposição para isso. Mas, parece, estou mais exigente em relação ao eventual candidato. Surgiu, recentemente, um. Não passou no teste. Antigamente ficaria feliz com qualquer oferta. Hoje já é outra coisa. Talvez fique sozinho por resto da vida? Já não me assusta tanto esta perspectiva. Em algum lugar do meu coração está viva uma esperança de que vai aparecer aquele príncipe encantado (e encantador). Pode ser comodismo. Não sei dizer. Mas estou tranquilo.
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