ESTE BLOG NÃO POSSUI CONTEÚDO PORNOGRÁFICO

Desde o seu início em 2007, este blog evoluiu
e hoje, quase exclusivamente,
ocupa-se com a reflexão sobre a vida de um homossexual,
no contexto de sua fé católica.



_____________________________________________________________________________



Mostrando postagens com marcador personagens. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador personagens. Mostrar todas as postagens

7 de junho de 2011

Andrej Pejic

Na ocasião 19ª edição do Fashion Rio (de 30/05 a 04/06 deste ano) os noticiários destacaram a presença de Rick Genest, o Zombie Boy e Andrej Pejic que desfilaram sob a marca da grife carioca Ausländer, pertencente ao grupo Animale-Farm. Andrej Pejic, sérvio de origem (alguns dizem bósnio, mas deve ser devido à confusão com antiga Iugoslávia), mora na Austrália e é o modelo andrógino. Esta última informação despertou a minha curiosidade e fui procurar alguns esclarecimentos na Wikipedia (aqui).

Androginia refere-se a dois conceitos: a mistura de características femininas e masculinas em um único ser, ou uma forma de descrever algo que não é nem masculino nem feminino. Pessoa que se sente com uma combinação de características culturais quer masculinas (andro) quer femininas (gyne). Isto quer dizer que uma pessoa andrógina identifica-se e define-se como tendo níveis variáveis de sentimentos e traços comportamentais que são quer masculinos quer femininos.

O andrógino é aquele(a) que tem características físicas e, em aditivo, as comportamentais de ambos os sexos. Assim sendo, torna-se difícil definir a que gênero pertence uma pessoa andrógina apenas por sua aparência. Realmente! Basta olhar a compilação das fotos em cima que mostra Andrej em várias “edições”.

Wikipedia continua: Andróginos que prezam por sua androginia normente utilizam de adereços femininos, no caso de homens, ou masculinos, no caso de mulheres, para ressaltar a dualidade. Dado isso, tende-se a pressupor que os andróginos sejam invariavelmente homossexuais ou bissexuais, o que não é verdade, uma vez que a androginia ou é um caráter do comportamento e da aparência individual de uma pessoa ou mesmo sua condição sexual psicológica, nada tendo a ver com a orientação sexual (ou identificação sexual), ou seja a atração erótica por determinado parceiro. Desse modo, pessoas andróginas podem se identificar como homossexuais, heterossexuais, bissexuais, assexuais, ou, ainda, pansexuais.

Na psicologia, androginia é uma disforia de gênero rara que é responsável por uma condição psíquica em que o indivíduo se identifica como não sendo nem homem nem mulher, mas como uma pessoa de sexo mentalmente híbrido, o que se reflete em seu comportamento. (...) A Organização Mundial da Saúde calcula que haja em torno de seiscentos mil verdadeiros andróginos no mundo atualmente. Os Andróginos possuem por natureza aptidão artística e criatividade o que podemos verificar principalmente no meio musical. Além disso os portadores desse caráter psíquico/comportamental expressam valores de Q.I. elevados e uma percepção mais ampla dos relacionamentos humanos uma vez que analisam seu meio de convívio de vários pontos de vista diferentes.

O que chamou minha atenção são as declarações importantes, feitas pelo Andrej, numa entrevista publicada pelo msn (aqui):



Como era ser andrógino antes de fazer parte da turminha da moda?
Me deixa feliz ser assim. Eu sempre precisei ser do jeito que eu sou agora, me sentir confortável na minha própria pele. Acho que sou abençoado, que me deram algo que me possibilita parecer com isso.
Então o que mudou é que agora você ganha dinheiro com isso?
Exato [risos]!
Já foi um problema?
Cresci em Melbourne, na Austrália, e sempre há partes mais conservadoras dentro de uma sociedade. Estudei num colégio bom, mas não morava na melhor área. Apesar disso, não me lembro de nada ter sido traumático. Com o passar do tempo você ganha mais confiança; eu acho que fiquei mais sociável e fiz mais amigos depois disso.
Por acaso, nós vimos você indo ao banheiro e você entrou no feminino, que estava sem fila. Tira vantagem de ser andrógino também?
Ah, ir ao banheiro feminino é algo que eu faço sempre, porque quando vou ao masculino as pessoas me olham com uma cara de “cai fora”. É que eu não quero ter que explicar o que está acontecendo cada vez que vou fazer xixi [risos]. Sobre tirar vantagem, sim, às vezes – mas eu não abuso. [Pausa] Pensando bem, vou começar…
E quando é ao contrário: você escolhe se parecer mais com um homem pra fazer uma determinada coisa?
Em qualquer outra indústria se você for homem e não se parecer com um homem, não terá emprego. É a realidade. Pode ser uma desvantagem. Mas como eu estou nessa indústria, tudo bem!
(...)
Você tá gostando?
Estou muito feliz. Especialmente que agora está se tornando uma via financeira [risos].
E você tá namorando?
No momento, estou bastante solteiro. Mas eu viajo muito, conheço muita gente. Se acontecer… Me diz quem é que não quer amor?

27 de maio de 2011

Nova Cantuária

A liturgia de hoje (27/05) leva-me a refletir sobre o amor que se expressa no diálogo conduzido pelo Espírito Santo. A busca de soluções, diante dos desafios concretos e sempre novos, muitas vezes exige o sacrifício. Ainda que, frequentemente, não chegue ao extremo, o ideal proposto por Jesus de “dar a vida” (cf. Jo 13, 15), sempre se faz presente. A polêmica sobre os pagãos que abraçaram a fé em Cristo, relatada na liturgia desta semana, é o excelente exemplo. A questão começa com muita confusão e uma grande discussão (cf. At 15, 2). Depois houve testemunhos, um grande silêncio e a decisão final dos Apóstolos, ou melhor, do Espírito Santo junto com eles (cf. At 15, 4-29). Vale à pena transcrever as palavras de Paulo: Irmãos, vós sabeis que, desde os primeiros dias, Deus me escolheu, do vosso meio, para que os pagãos ouvissem de minha boca a palavra do Evangelho e acreditassem. Ora, Deus, que conhece os corações, testemunhou a favor deles, dando-lhes o Espírito Santo como o deu a nós. E não fez nenhuma distinção entre nós e eles, purificando o coração deles mediante a fé. Então, por que vós agora pondes Deus à prova, querendo impor aos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós mesmos tivemos força para suportar? Ao contrário, é pela graça do Senhor Jesus que acreditamos ser salvos, exatamente como eles. (At 15, 7-11). Certamente, não foi fácil modificar a mentalidade dos irmãos de origem judaica. Todos eles tinham recebido, com leite materno, a convicção de pertencer ao único povo escolhido por Deus. E agora, precisavam reconhecer o fim desta exclusividade, quer dizer, perder a vida para ganhar a vida (cf. Mt 10,39; 16,25; Mc 8,35; Lc 9,24; 17,33). Paulo define essa perda/conquista: Não há mais judeu ou grego, escravo ou livre, homem ou mulher, pois todos vós sois um só, em Cristo Jesus. (Gal 3,28) Portanto, não há diferença entre judeu e grego: todos têm o mesmo Senhor, que é generoso para com todos os que o invocam. (Rm 10, 12)

Este princípio de amor, capaz de dar a vida e de acolher irmãos diferentes, levou Santo Agostinho de Cantuária [Canterbury] (+ 604), celebrado hoje, a encarar a perigosa missão na Grã Bretanha, a pedido de seu pai espiritual, São Gregório Magno, o papa. No ano de 597, Agostinho e 40 outros monges beneditinos, ao desembarcarem, seguiram em procissão ao castelo do rei, tendo a cruz à sua frente e entoando cânticos sagrados. Não seria grande surpresa, se um desses cânticos tivesse sido o Salmo 56, proclamado hoje na liturgia: Meu coração está pronto, meu Deus, está pronto o meu coração! Vou louvar-vos, Senhor, entre os povos, dar-vos graças por entre as nações! Agostinho, com a ajuda de um intérprete, apresentou ao rei Etelberto o Evangelho e pediu permissão para pregá-lo em suas terras. Impressionado com a coragem e a sinceridade do religioso, o rei, apesar de todas as expectativas em contrário, deu a permissão imediatamente. No Natal do mesmo ano mais de dez mil pessoas já tinham recebido o batismo. Entre elas, o próprio rei e toda a nobreza da corte. Em seguida, Agostinho foi nomeado arcebispo da Cantuária, primeira diocese fundada por ele.

Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi e vos designei para irdes e para que produzais fruto e o vosso fruto permaneça. (Jo 15, 16).

Santo Agostino é venerado, igualmente, por católicos e anglicanos, sendo assim uma referência no diálogo entre as duas Igrejas. Em 1982, o Beato Papa João Paulo II, durante sua viagem à Inglaterra, visitou o túmulo do Santo e, ali mesmo, encontrou-se com Robert Runcie, o 102° Arcebispo de Cantuária (leia o discurso do Papa aqui) e ambos assinaram a “Declaração Conjunta” (aqui) que, entre outras coisas, diz: O nosso objetivo não se limita apenas à unificação das nossas duas Comunhões, excluindo os outros Cristãos, mas antes estende-se ao cumprimento da vontade de Deus, a qual consiste na unidade visível de todo o seu povo. No presente diálogo, e nos que são desenvolvidos por outros Cristãos entre si e conosco, nós reconhecemos, nos acordos que pudermos alcançar e nas dificuldades que encontramos, um novo desafio a abandonarmo-nos completamente a verdade do Evangelho. Sem dúvida, a memória de Santo Agostinho e a recordação dos passos dados na história recente, inspiraram os trabalhos da Comissão Internacional Anglicano-Católica (ARCIC) reunida desde último dia 17/05, no mosteiro italiano de Bose. No comunicado final, divulgado hoje, a comissão composta por 18 teólogos católicos e anglicanos declarou que "aquilo que nos une é maior do que aquilo que nos divide" (palavras repetidas, no mesmo contexto do diálogo ecumênico, pelo Beato Papa João XXIII). O texto acrescenta ainda: Serão analisadas algumas questões particulares para esclarecer como as nossas duas comunhões abordam assuntos morais e como problemas que causam tensão para os anglicanos e católicos romanos podem ser resolvidos através da aprendizagem mútua.

Escrevo tudo isso com o propósito de sonhar junto com os meus Leitores. Já imaginaram a “Comissão Permanente”, composta por teólogos, representantes da hierarquia eclesial e... homossexuais? Parafraseando as palavras de João Paulo II, estamos de acordo que o momento é chegado de formar uma nova Comissão. A sua tarefa será a de continuar o trabalho já iniciado; de examinar, especialmente à luz das nossas respectivas opiniões, as principais diferenças doutrinais que ainda nos separam, em vista da sua eventual resolução; de estudar tudo o que impede o recíproco reconhecimento; e de recomendar que medidas hão de ser necessárias tomar quando, em base à nossa unidade na fé, formos capazes de prosseguir para o retorno a uma comunhão completa. Damo-nos perfeitamente conta de que a tarefa desta nova Comissão não será fácil, mas encoraja-nos a confiança que temos na graça de Deus. Enquanto continua este necessário trabalho de esclarecimento teológico, ela deve ser acompanhada pelo zeloso trabalho e pela fervorosa oração de todos os católicos, heterossexuais e homossexuais, pois eles precisam crescer na compreensão recíproca, no amor fraterno e no comum testemunho do Evangelho. Nessa ocasião, o Santo Padre, poderia repetir as palavras de seu grande predecessor, São Gregório Magno, escritas na ocasião daquela missão à Inglaterra: Cristo, o grão de trigo, caiu na terra e morreu para não reinar sozinho no céu. Por sua morte nós vivemos, por sua fraqueza nos fortalecemos, por sua paixão nos libertamos da nossa. Por seu amor procuramos (...) irmãos que desconhecíamos; por sua bondade, encontramos aqueles que procurávamos sem conhecer. (São Gregório Magno, Cartas).

21 de maio de 2011

Irmã Dulce

Deixo aqui alguns pensamentos da Irmã Dulce - o Anjo Bom do Brasil:
***
O amor supera todos os obstáculos,
todos os sacrifícios.
Por mais que fizermos,
tudo é pouco
diante do que Deus faz por nós.
***
Ame simplesmente,
porque nada nem ninguem
pode acabar com um amor sem explicação!
***
Só com amor, fé e dedicação
é possível transformar a realidade em que vivemos.
***
O importante é fazer caridade,
não falar de caridade.
Compreender o trabalho em favor dos necessitados
como missão escolhida por Deus.
***
Tudo o que vai com Deus e com fé vai bem.

17 de maio de 2011

Nosso Dia

Hoje é o Dia Internacional de combate à Homofobia. A data foi escolhida para lembrar a exclusão da homossexualidade da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID) da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 17 de maio de 1990. O Dia foi oficializado em 1992. Nesta ocasião, muitos veículos de comunicação, fazem uma homensagem ou, ao menos, mencionam o fato. E não se trata apenas de meios de comunicação que representam o "mundo gay". Como exemplo, trago um fragmento do material publicado no blog "Textos de Thereza Pires" (aqui). Thereza Pires apresneta-se assim: Carioca do Rio Comprido, moro no Rio, Graduada em Jornalismo pela UFRJ, Membro da Anistia Internacional [Todos os meus textos estão disponíveis para reprodução parcial ou total, desde que a fonte seja citada]. Thereza dedica um pensamento de ternura:
~ para meu filho, que tem a coragem e a coerência de se expor e pelos seus amigos e amigas gays
~ para Harvey Milk, primeiro politico assumidamente gay, vítima de crime de ódio
~ mais uma vez e sempre, pelos gays enforcados no Irã, pelos mortos por skinheads, ou mortos por gays enrustidos assassinos
~ para Judy Shepard, mãe coragem que tenta superar, com ativismo pela causa da não homofobia, o desespero te ter perdido o filho Matthew Sheppard de forma brutal
~ [aqui quero acrescentar: para Angélica Ivo, mãe de Alexandre Thomé Ivo Rajão e para os demais familiares e parentes deste menino de 14 anos, assassinado por crime de ódio - homofobia - no dia 21/06/10 na cidade de São Gonçalo - RJ (veja o blog: aqui)]
~ Para cada um que já foi vítima de chacota, deboche e escárnio na vida social, escolar ou profissional e pelas famílias que apoiam e compreendem seus meninos e meninas gays, sendo - elas mesmas - muitas vezes repelidas e discriminadas, em geral pelos parentes mais próximos
~ por quem precisa viver "na clandestinidade", mesmo sem desejar e apela para casamentos de mentirinha
~ para os gays soropositivos e os que já desenvolveram a AIDS, mas as famílias, com quem dividem o teto, nem de longe imaginam mesmo qual sua orientação sexual
~ para os excomungados da Igreja Catolica Romana e pelos excluídos nas religiões fundamentalistas
~ para as mães que tentam militar em favor da não homofobia - com boa vontade, é certo - mas não conseguem reinventar a maternidade pois, elas mesmas, são as primeiras a discriminar e não ousam reconhecer isso
~ para travestis e transexuais - que me inspiram especial carinho e que são, às vezes, discriminados pela própria comunidade LGBT.
Agradeço a Theresa pela sua atenção e carinho. O apoio de pessoas reconhecidas na sociedade e não necessariamente ligadas com o nosso ambiente, é muito importante para nós, homossexuais (e outros membros do mundo da diversidade sexual). Assim, mais gente (de mente abera e coração sensivel), terá a oportunidade de perceber que não se trata de uma obsessão ou de usurpação por parte de um pequeno grupo de pessoas, mas que, de fato, a luta é pela dignidade de todos os seres humanos.

1 de maio de 2011

Divina Misericórdia

A Festa da Divina Misericórdia foi instituída pelo Beato João Paulo II em 2000 e esta decisão foi uma resposta aos apelos de Jesus, dirigidos a Santa Faustina Kowalska, ainda nos anos 30 do século XX. Irmã Faustina, beatificada em 1993 e canonizada em 2000, registrou em seu Diário as palavras de Jesus: Desejo que a Festa da Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pecadores. Nesse dia, estão abertas as entranhas da Minha misericórdia. Derramo todo um mar de graças sobre as almas que se aproximam da fonte da Misericórdia. A alma que se confessar e comungar alcançará perdão das culpas e das penas. Nesse dia, estão abertas todas as comportas divinas pelas quais fluem as graças. Que nenhuma alma tenha medo de se aproximar de Mim, ainda que seus pecados sejam como o escarlate. A Minha misericórdia é tão grande que, por toda a eternidade, nenhuma mente, nem humana, nem angélica, a aprofundará. Tudo o que existe saiu das entranhas da Minha misericórdia. A Festa da Misericórdia saiu das minhas entranhas. Desejo que seja celebrada solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa. A humanidade não terá paz enquanto não se voltar à fonte da Minha misericórdia. (n° 699) Durante a última viagem à Polônia, sua terra natal, em 2002, o Beato João Paulo II consagrou a nova igreja-santuário da Divina Misericórdia, em Cracóvia. Durante a homilia disse: "Pai eterno, ofereço-Te o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade do Teu diletíssimo Filho e nosso Senhor Jesus Cristo, pelos nossos pecados e pelos pecados de todo o mundo; pela Sua dolorosa Paixão, tem piedade de nós e de todo o mundo" (Diário, 476). De nós e do mundo inteiro... Quanta necessidade da misericórdia de Deus tem hoje o mundo! Em todos os continentes, do profundo do sofrimento humano, parece que se eleva a invocação da misericórdia. Onde predominam o ódio e a sede de vingança, onde a guerra causa o sofrimento e a morte dos inocentes, é necessária a graça da misericórdia para aplacar as mentes e os corações, e para fazer reinar a paz. Onde falta o respeito pela vida e pela dignidade do homem, é necessário o amor misericordioso de Deus, a cuja luz se manifesta o indescritível valor de cada ser humano. É necessária a misericórdia para fazer com que toda a injustiça no mundo encontre o seu fim no esplendor da verdade. (O texto na íntegra: aqui) E concluiu com a oração de entrega de toda a humanidade à Divina Misericórdia:
Deus, Pai misericordioso
que revelaste o Teu amor
no Teu Filho Jesus Cristo
e o derramaste sobre nós
no Espírito Santo, Consolador
confiamos-te hoje o destino
do mundo e de cada homem.
Inclina-te sobre nós, pecadores
cura a nossa debilidade
vence o mal
faz com que todos
os habitantes da terra
conheçam a tua misericórdia
para que em Ti, Deus Uno e Trino
encontrem sempre a esperança.
Pai eterno
pela dolorosa Paixão e Ressurreição
do teu Filho
tem misericórdia de nós
e do mundo inteiro.
Amém!
Seria uma insensatez, total e absurda, dizer que nós, os homossexuais, não precisamos da Divina Misericórdia. Jesus disse: Que nenhuma alma tenha medo de se aproximar de Mim, ainda que seus pecados sejam como o escarlate. E o Beato João Paulo II confirma estas palavras ao dizer: Onde falta o respeito pela vida e pela dignidade do homem, é necessário o amor misericordioso de Deus, a cuja luz se manifesta o indescritível valor de cada ser humano.

Beato João Paulo II

Em homenagem ao Papa João Paulo II, na ocasião de sua beatificação, neste 01 de maio de 2011, faço aqui o convite a todos: conheçam o seu ensinamento, aprofundem o seu testemunho, reconheçam nele o grande Apóstolo do homem. Eu sei que, no "mundo gay", a Igreja, enquanto instituição e cada um dos sucessores de Pedro, não têm uma boa fama. De fato, até o Santo Padre João Paulo II tem, no seu arquivo de documentos e pronunciamentos, coisas referentes à homossexualidade, que nam sempre conseguimos aceitar. A explicação para isso está no entendimento de que todo papa, por mais que tenha sido o chefe da Igreja, o soberano, precisa de um "jogo de cintura", para agir e falar dentro do contexto doutrinal e institucional. Muitos chamavam João Paulo II de revolucionário. Outros, talvez em número ainda maior, viram nele um conservador e "cabeça dura". Precisamos ler mais, estudar os textos, conhecer o pensamento. Vamos descobrir um grande servo de Deus e defensor do homem. Como exemplo, cito hoje algumas frases da Mensagem para o Dia Mundial da Paz, 01 de janeiro de 1989. O texto inteiro pode ser lido aqui.
+++
O primeiro princípio é a inalienável dignidade de cada pessoa humana, sem distinções relativas à sua origem racial, étnica, cultural e nacional ou à sua crença religiosa. Não há pessoa alguma que exista só para si mesma; mas encontrará a sua mais completa identidade na relação com os outros; o mesmo se pode afirmar dos grupos humanos. Estes têm efetivamente um direito à identidade coletiva que deve ser tutelado, em conformidade com a dignidade de todos e cada um dos que dele fazem parte.
+++
A obrigação de aceitar e de tutelar a diversidade não cabe somente ao Estado ou aos grupos. Cada pessoa, como membro da única família humana deve compreender e respeitar o valor da diversidade entre os homens e ordená-lo para o bem comum.
+++
O primeiro direito das minorias é o direito a existirem.
+++
Um outro direito a ser salvaguardado é o direito que têm as minorias a preservar e a desenvolver a própria cultura.
+++
Não há dúvida de que o desenvolvimento de uma cultura baseada no respeito pelos outros é essencial para a construção de uma sociedade pacífica; mas, infelizmente, também é evidente que a prática efetiva desse respeito nos dias de hoje encontra não pequenas dificuldades.
+++
As minorias, de fato, devem oferecer a sua específica contribuição para a construção de urn mundo pacífico, que reflita a rica diversidade de todos os seus habitantes.
+++
A crescente tomada de consciência que hoje se observa, em todos os níveis, a respeito das condições das minorias, constitui no nosso tempo um sinal de firme esperança para as novas gerações e para as aspirações desses grupos minoritários. O respeito para com estes, efetivamente, deve ser considerado, de algum modo, como a pedra de toque para uma convivência social harmoniosa, e como o índice da maturidade civil alcançada por um país e pelas suas instituições.
+++
Quando o Pai enviou o seu Filho à terra, confiou-lhe uma missão de salvação universal. Jesus veio para que todos «tenham a vida e a tenham abundantemente» (Jo 10, 10). Nenhuma pessoa e nenhum grupo estão excluídos desta missão de amor unificante, que agora nos está confiada a nós.
+++
Quando a Igreja fala de discriminação em geral ou - como na presente Mensagem - daquela particular que atinge os grupos minoritários, ela dirige-se em primeiro lugar aos próprios membros, seja qual for a sua posição ou responsabilidade no seio da sociedade. Assim como não pode existir espaço para a discriminação dentro da Igreja, assim também nenhum cristão pode conscientemente encorajar ou apoiar estruturas e atitudes que dividem as pessoas das outras pessoas e os grupos dos outros grupos. O mesmo ensinamento deve aplicar-se a todos aqueles que fazem recurso à violência e a apóiam.
+++
Concluindo, desejo exprimir a minha proximidade espiritual àqueles membros de grupos minoritários que se encontram no sofrimento. (...) Elevo a minha oração, para que as provações em que se encontram cessem logo, e todos possam gozar na segurança dos próprios direitos.

23 de abril de 2011

FELIZ PÁSCOA

Celebro a Ressurreição do Senhor, com as palavras da última mensagem "Urbi et Orbi" ("À cidade [de Roma] e ao mundo") de João Paulo II. Na mesma semana, às vésperas do 2° Domingo da Páscoa - Festa da Divina Misericórdia de 2005, o Papa deixou a terra e foi celebrar a Páscoa definitiva, na casa do Pai. No próximo dia 01 de maio, a Igreja vai proclamá-lo bem-aventurado. Com estas palavras, desejo a todos os meus Leitores, Feliz Páscoa. E que ela seja permanente em nossas vidas.


Também hoje, Páscoa da Ressurreição,
nós, com todos os cristãos do mundo repetimos:
Jesus, crucificado e ressuscitado, fica conosco!
Fica conosco, amigo fiel
e seguro apoio da humanidade
a caminho pelas estradas da vida!
Tu, Palavra viva do Pai,
infunde certeza e esperança
naqueles que buscam
o verdadeiro sentido da sua existência.
Tu, Pão de vida eterna,
nutre o homem
faminto de verdade, liberdade, justiça e paz.
(27 de março de 2005)

9 de abril de 2011

Ler Santa Teresinha

No último dia 6 de abril, durante a Audiência Geral no Vaticano, o Papa Bento XVI falou sobre Santa Teresinha do Menino Jesus (leia a catequese na íntegra aqui). O Santo Padre fez, também, um convite: "História de uma alma". É um livro que teve subitamente um enorme sucesso, foi traduzido em muitas línguas e difundido em todo o mundo. Gostaria de convidar-vos a redescobrir esse pequeno-grande tesouro, esse luminoso comentário do Evangelho plenamente vivido! A História de uma alma, de fato, é uma maravilhosa história de amor, narrada com tal autenticidade, simplicidade e frescor que o leitor não pode não ficar fascinado! Atendo ao convite do Papa e transcrevo aqui um pequeno trecho do texto de Santa Teresinha. Vejamos como esta Doutora da Igreja enxerga a diversidade no plano de Deus: [Jesus] Pôs diante dos meus olhos o livro da natureza e compreendi que todas as flores por ele criadas são belas, e que o esplendor da rosa e a brancura do lírio não tiram o perfume da humilde violeta nem a simplicidade encantadora da margarida... Compreendi que se todas as flores quisessem ser rosas, a natureza perderia sua pompa primaveril e os campos já não seriam salpicados de florzinhas... O mesmo ocorre no mundo das almas, o jardim de Jesus. Ele quis criar grandes santos, que podem ser comparados aos lírios e às rosas; mas criou também outros menores, e estes devem se conformar em ser margaridas ou violetas destinadas a alegrar os olhos de Deus quando contempla seus pés. A perfeição consiste em fazer sua vontade, em ser aquilo que Ele quer que sejamos... (n. 5) Santa Teresinha resumiu a sua obra como "História primaveril de uma Florzinha branca escrita por ela mesma". O livro inteiro pode ser lido aqui.

2 de abril de 2011

João Paulo II

Há 6 anos, ao receber notícia sobre a morte do Papa, senti como se tivesse terminado uma época da história do mundo, da Igreja e, também, da minha vida. Desde os meus 15 anos vivi fascinado com Deus e com a Igreja, em grade parte graças a João Paulo II. Esta fascinação não era a mesma que, pelo menos nos primeiros anos do pontificado de João Paulo II, apresentavam e nutriam os meios de comunicação. Ainda hoje lembro-me das manchetes de jornais que falavam do porte atlético do Papa e de suas viagens repletas de gestos inesperados, originais e cativantes, criando uma imagem do "Papa-Popstar". Não tive também muitas ocasiões de ver João Paulo II de perto. O que, de fato, causou (e ainda causa) a minha admiração, foram os seus textos. Ainda adolescente, fiquei apaixonado pelas primeiras encíclicas do Papa: "Redemptor hominis", "Laborem exercens" e "Dives in misericordia". Depois vieram muitos outros documentos, discursos e livros. Palavras embriagadas de amor por Deus e pelo ser humano. Cada ser humano. Hoje, no sexto aniversário do seu retorno à casa do Pai e quase às vesperas de sua beatificação (no próximo dia 01 de maio), agradeço a Deus pelo dom deste Papa e agradeço a João Paulo II, especialmente por ser apóstolo de - e para - cada homem, sem excessão alguma.

28 de março de 2011

Gandhi

Transcrevo a notícia encontrada no site do "Jornal do Brasil" (aqui) e faço logo uma pergunta: se for verdade, isso muda alguma coisa na nossa percepção de grandeza e importância histórica de Gandhi?
Escrita pelo jornalista britânico Joseph Lelyveld, uma nova biografia de Mahatma Gandhi promete causar bastante polêmica. O livro, que deve ser publicado ainda neste mês, afirma que o líder indiano era bissexual e que abandonou a esposa para viver com o fisioculturista alemão Hermann Kallenbach. As informações são do jornal Daily Mail. Eles teriam morado juntos em uma casa na África do Sul e se comprometido a “dar um ao outro, um amor como o mundo jamais vira”. Em uma passagem, o jornalista afirma que Gandhi mantinha um retrato do alemão sobre a cabeceira de sua cama e prometera jamais olhar para uma mulher com intenções “impuras”. A história do suposto casal termina em 1914, quando Gandhi retorna à Índia e Kallenbach não pode acompanhá-lo devido a Primeira Guerra Mundial. Desse momento em diante, os dois passaram a corresponder-se apenas por cartas. Em uma destas, ele teria escrito que a sua esposa, com quem teve quatro filhos, era mulher mais venenosa que já tinha conhecido.

20 de março de 2011

José

Escrevi uma reflexão sobre a figura paterna, tendo São José como referência, no 3° dia da Novena de Natal (aqui). Acrescento agora alguns outros pensamentos. Ao longo de vários séculos, a Tradição da Igreja e a piedade popular, atribuíam a José uma idade bastante avançada, retratando-o como o ancião ao lado de jovem Maria Santíssima. Hoje, alguns autores, aventuram-se ao apresentar São José relativamente jovem (veja, p. ex., "São José jovem e santo - o segredo do sucesso familiar" de Dom Cipriano Chagas ou "José, Esposo e Pai" de José H. Prado Flores). De fato, a Sagrada Escritura não fala absolutamente nada sobre a idade do esposo de Maria. Segundo um destes autores (não me lembro bem qual deles) afirma ter sido devido a dificuldade em lidar com a questão de sexualidade que a Igreja (ao menos em sua expressão popular) preferiu uma versão mais segura de São José (isto é, José velho). Como, entretanto, tudo está perfeito nos planos de Deus e foi Ele quem quis garantir ao seu Filho uma infância melhor possível, certamente esta estranha desproporção de idades no Casal da Sagrada Família não teria razão para existir. O Papa João Paulo II, além de uma Exortação Apostólica (Redemptoris custos - aqui), dedicou a São José uma das catequeses em 1996 (o site do Vaticano disponibiliza apenas versões em italiano e espanhol, esta última aqui). O texto trata de união virginal de Maria e José: Pode-se supor que entre José e Maria, no momento do noivado, houvesse um entendimento sobre o projeto de vida virginal. De resto, o Espírito Santo, que tinha inspirado a Maria a escolha da virgindade em vista do mistério da Encarnação, e queria que esta acontecesse num contexto familiar idôneo ao crescimento do Menino, pôde suscitar também em José o ideal da virgindade. (...) José e Maria receberam a graça de viverem juntos o carisma da virgindade e o dom do matrimônio. A comunhão de amor virginal de Maria e José, embora constitua um caso muito especial, ligado à realização concreta do mistério da Encarnação, foi todavia um verdadeiro matrimônio. Na Exortação Redemptoris custos, o Papa afirma: Neste matrimônio não faltou nenhum dos requisitos que o constituem. (n. 7) Exatamente aqui vem a curiosidade. A Sagrada Família é o modelo de toda família cristã, portanto, de todo o matrimônio (cristão). Isso é muito claro, porque a sua essência está no amor. Mas, se - neste caso - não aconteceu a procriação como nós a entendemos e, mesmo assim, "não faltou nenhum dos requisitos que constituem o matrimônio", por que razão os opositores de união homossexual batem tanto nesta tecla, dizendo que por faltar "o requisito" da procriação, tal união está errada e, portanto, inadmissível. Com outras palavras: fundamental é o amor e mesmo que não haja procriação, a união de duas pessoas que se amam, está nos planos de Deus.

20 de janeiro de 2011

São Sebastião

Não surpreende, evidentemente, a escolha deste santo como padroeiro dos homossexuais. Basta olhar à maioria das expressões artísticas que o retratam. Há quem diga, também, que Sebastião, jovem oficial romano, teria um relacionamento com o próprio imperador e, depois de conhecer Jesus (Evangelho, cristianismo), optou por renunciar tal pecado, tendo sido isso o verdadeiro motivo de perseguição e morte cruel, sofrida por ele. Misturam-se aqui, sem dúvida, elementos da história, da tradição e da lenda. Os gays da Bahia elaboraram, em 2000, um manifesto, no qual proclamam solenemente São Sebastião o seu protetor e patrono. Seja qual for a história real deste santo, podemos chegar a uma conclusão clara e segura. Se acreditamos que Deus nos ama (no seu amor misericordioso e misterioso) e, ainda, acreditamos (com a Igreja) na comunhão dos santos, temos certeza de que nenhum daqueles que já alcançaram a glória da eternidade seja capaz de ter sentimento diferente daquele que está vivo no coração de Deus. E se Ele encarregou estes seus santos a serem nossos protetores e guias, não há nada de errado em venerar São Sebastião como padroeiro. Existem, aliás, outros santos que a “comunidade católica gay” reconhece, também, como intercessores e a sua história como exemplo: São Sérgio com São Baco (mártires do século IV) e Santa Perpétua com Santa Felicidade (senhora e escrava que morreram juntas na prisão romana, no século III). Sérgio e Baco integravam o exército do imperador romano Maximiano (286-305). Era um casal gay respeitado pela própria Igreja, segundo o polêmico e premiado livro "Cristianismo, Tolerância Social e Homossexualidade", publicado em 1980 por John Boswell (1947-1994), historiador da Universidade de Yale (EUA). Defensores da Igreja acusaram Boswell de forçar a barra em seus estudos sobre os arquivos históricos da Igreja. O livro era visto como panfletário, ou seja, interessava à militância homossexual forjar santos gays. Quem apoiou o historiador dizia que a igreja adulterou os arquivos antigos para esconder registros sobre a homossexualidade dos dois. O fato é que São Sérgio e São Baco viraram ícones do movimento gay, inspirando artistas. Suas imagens servem à defesa da união civil entre pessoas do mesmo sexo, cujas cerimônias são seladas com a leitura da oração dos dois santos. Eles têm até um dia: 7 de outubro.
......................................................................................................
LEITURA ADICIONAL
PROCLAMAÇÃO DE SÃO SEBASTIÃO PATRONO DOS GAYS
E A IGREJA DE SÃO SEBASTIÃO DOS BENEDITINOS DA BAHIA,
SANTUÁRIO HOMOSSEXUAL DO BRASIL 20/1/2000

NÓS, GAYS, LÉSBICAS, TRAVESTIS E TRANSEXUAIS presentes aqui, na Igreja de São Sebastião do Mosteiro dos Beneditinos de Salvador, proclamamos hoje, 20 de janeiro de 2000, esta Igreja como o Santuário Homossexual do Brasil, e São Sebastião, padroeiro e patrono dos gays, lésbicas, travestis e transexuais do Brasil.
Seguindo uma tradição do povo gay que perdura desde primeiro milênio da Era Cristã, e que fez de São Sebastião o principal ícone e modelo da homossexualidade, proclamamos solenemente, neste primeiro aniversário de São Sebastião no terceiro milênio, nossa fé de que nosso santo padroeiro vai nos dar força para vencermos os inimigos e o mal que ainda ameaçam nossa vida e a felicidade, e que a partir deste novo milênio, a comunidade homossexual do Brasil passará a ser respeitada com os mesmos direitos dos demais cidadãos. Pedimos a São Sebastião que seja nosso advogado para a obtenção de três graças especiais:
1] O fim da violência anti-homossexual: as mesmas dores que o mártir São Sebastião sentiu ao ter seu corpo vazado pelas flechas, estas mesmas dores continuam a machucar ainda hoje os homossexuais: a cada três dias um gay, travesti ou lésbica é barbaramente assassinado, vítima da homofobia, mais de 170 homicídios cometidos somente em 1999;
2] Que a Igreja Católica e todas as religiões peçam perdão aos homossexuais pela perseguição, fogueira, inquisição e intolerância como ainda hoje tratam os homossexuais; que aceitem e abençoem o amor homossexual pois "onde há amor, Deus aí está"; que instaurem pastoral específica para os homossexuais, pois também somos filhos de Deus e Templos do Espírito Santo;
3] Que São Sebastião, tradicional patrono contra a peste, inspire os cientistas e pesquisadores a encontrar rapidamente a cura da AIDS, afastando para sempre o fantasma desta epidemia de nossa comunidade, ajudando aos soropositivos e doentes de AIDS a vencer a dor e a ter vida longa e saudável.
Ao consagrar esta igreja como Santuário Homossexual do Brasil, conclamamos a todos os gays, lésbicas e travestis do Brasil e do Mundo que não deixem morrer esta semente de esperança que hoje aqui plantamos, e que nos próximos anos venham celebrar nosso orgulho e esperança aos pés de nosso patrono, o glorioso São Sebastião, padroeiro dos homossexuais.

13 de janeiro de 2011

Santo Hilário

Hoje, na liturgia, comemora-se Santo Hilário, Bispo e Doutor da Igreja. Nascido por volta do ano 300 na cidade Pictavium, então no Império Romano, hoje Poitiers (cidade localizada no centro-oeste da França). Hilário é famoso pela luta contra a heresia dos arianos (a ponto de ser chamado o "Martelo dos Arianos"). Falecido em 368, deixou várias obras (tratados teológicos, cartas, etc.), além de alguns discípulos, entre os quais destaca-se São Martinho, posteriormente bispo de Tours.
° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° °
Escrevo sobre Santo Hilário, neste blog dedicado a reflexões sobre a homossexualidade (no contexto de uma espiritualidade católica), por mais um motivo. Não, não tenho indícios de que ele tenha sido gay. Muito pelo contrário. A tradição (apoiada pela documentação) afirma: Tão grande era o respeito que lhe tinham os habitantes de Pictavium que, por volta de 353 d.C., ainda um homem casado, ele foi aclamado bispo da cidade (o conceito de celibato clerical estava apenas começando a emergir no ocidente). Há informações, também, sobre a sua filha, Santa Abra. Entretanto, é o seu nome que merece um pouco de atenção. De acordo com vários dicionários, a palavra "hilário", um adjetivo proveniente do latim, significa: alegre, jovial contente, e tem como sinônimos: engraçado, divertido, empolgante, diferente, legal, espantoso. Vejamos agora uma outra palavra: "gay". Conquanto a cultura contemporânea em geral tenha herdado o termo diretamente do inglês (gay = "alegre, jovial"), o inglês assimilou-o do francês arcaico (gui, com o mesmo significado) e este obteve-o do latim tardio (gaiu, com semelhante significado). A palavra originariamente não tinha conotação sexual necessária. Era usada para designar uma pessoa espontânea, alegre, entusiástica, feliz. O termo gay, já marcado pela conotação sexual, ao ser difundido pelos países lusófonos, era utilizado principalmente de forma pejorativa contra homens gays. Contudo, a utilização da palavra pelos próprios homossexuais, a se referirem a si mesmos, fez com que a conotação negativa fosse amenizada. Em outras palavras, os homossexuais apropriaram-se da palavra, na busca de retirar-lhe, assim, a carga insultuosa. (informações colhidas no site Wikipedia). Resumindo: percebemos facilmente que as palavras "gay" e "hilário", têm praticamente o mesmo significado. Por que, então, não cultivar uma devoção particular a este Santo. A minha oração poderia começar assim: "Ó grande Santo Hilário! Tu foste chamado de engraçado ou alegre, devido o seu nome e eu, por motivos de minha sexualidade, sou chamado, também assim. Mesmo que, no fundo, o significado deste nome ou apelido, possa ter conotações muito diferentes e, às vezes, ofensivas, peço-te a proteção e intercessão. Durante a tua vida enfrentaste muita oposição e foste perseguido, mas não desanimaste na busca e defesa da verdade. Espero obter de Deus, pela tua intercessão, um pouco de alegria e jovialidade e muita perseverança na mesma busca e defesa da verdade e da dignidade de cada ser humano. Amém!".
----------------------------------------------------------------------------------
OBSERVAÇÂO: Em breve pretendo falar sobre outros santos, reconhecidos como intercessores ou padroeiros de homossexuais (São Sérgio e São Baco, Santas Perpétua e Felicidade, São Sebastião e outros).

26 de dezembro de 2010

Oitava de Natal (2° dia)


JOÃO

TEXTO BÍBLICO: (1 Jo 4, 7-9)
Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus, e todo o que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: em nos ter enviado ao mundo o seu Filho único, para que vivamos por ele.
LEITURA/REFLEXÃO
1)
27 de dezembro, o segundo dia da oitava de Natal, a Igreja dedica a São João, Apóstolo e Evangelista. A figura de João é, sem dúvida, simpática. Foi ele o “discípulo predileto” do Senhor, repousou a sua cabeça no peito do Mestre durante a Última Ceia, permaneceu ao pé da cruz junto com Maria, enquanto os outros preferiram salvar a própria pele. Foi ele que correu ao túmulo vazio de Jesus e acreditou na sua ressurreição. Finalmente, o único que não teve a morte violenta no martírio, foi agraciado com as visões da Jerusalém celeste e dos horrores (e da glória) do fim dos tempos. O Papa Bento XVI dedicou a ele, em 2006, três catequeses, no ciclo dedicado aos Apóstolos (confira: [1], [2], [3]). Aqui, neste blog, o discípulo amado já teve um destaque, no trecho do livro de Anselm Grün "Lutar e amar - Como os homens encontram a si mesmos" (aqui), em um surpreendente contexto homoerótico.
2) Os evangelistas trazem, entretanto, mais alguns pormenores sobre João. Dois episódios tornam a imagem deste homem mais humana, sem diminuir os seus méritos e ofuscar a sua simpatia. Um deles é o pedido, dirigido ao Mestre e feito, junto com o irmão Tiago, com o auxílio da mãe de ambos (cf.: Mt 20, 20-28; Mc 10, 35-45; Lc 22, 24-30). Certamente sem ter compreendido o sentido da missão de Jesus e a dimensão do seu reino, pediram que os dois pudessem se sentar, um à direita e outro à esquerda do Senhor. Jesus teve paciência (e até tentou explicar algo a eles), mas os "colegas" nem tanto. Todos os discípulos do Mestre revelaram-se... humanos. Esta também é uma mensagem importante para nós. Aliás, é muito interessante ler o Evangelho a partir deste princípio. Vamos encontrar pessoas humanas, normais, limitadas, mesmo assim, sempre amadas e acompanhadas por Jesus. Como seria mais serena a nossa vida, se todos admitissem que nem os apóstolos, nem os cristãos (de todas as gerações e de todos os “níveis”) são anjos, mas sim, seres humanos. Viva a humildade!
3) O outro episódio com João (de novo acompanhado pelo irmão), merece um pouco mais de atenção. O Evangelista Lucas (em Lc 9, 51-56) conta que quando Jesus resolveu dirigir-se a Jerusalém, enviou antes alguns mensageiros, para prepararem as localidades pelo caminho para a sua passagem. Surgiu logo um obstáculo: os habitantes de uma aldeia, samaritanos, não quiseram receber Jesus. Vendo isso, Tiago e João (apelidados “Boanerges”, Filhos do Trovão; cf. Mc 3, 17) disseram: “Senhor, queres que mandemos que desça fogo do céu e os consuma?”. Com outras palavras: “Mestre, vamos fazer aqui uma pequena Sodoma?”. Eles se lembravam bem o que tinha acontecido com aquela grande cidade (veja Gn 20, 1-29). E tudo isso por causa da falta de hospitalidade, exatamente como neste caso da aldeia samaritana. Jesus confirma esta motivação da destruição de Sodoma quando, em outro momento, prepara os discípulos para a missão: Se entrardes nalguma cidade e não vos receberem, saindo pelas suas praças, dizei: “Até o pó que se nos pegou da vossa cidade, sacudimos contra vós; sabei, contudo, que o Reino de Deus está próximo”. Digo-vos: naqueles dias haverá um tratamento menos rigoroso para Sodoma. (Lc 10, 10-12). Muitos autores debatem aquela interpretação da destruição de Sodoma como castigo divino motivado pela homossexualidade. Durante vários séculos circulava essa distorção, a ponto de atribuir aos homossexuais o “nome” de “sodomitas”. Pensando bem, é justamente o contrário o que acontece. O pecado de Sodoma continua sendo cometido, exatamente, contra os homossexuais e tantos outros seres humanos que estão sendo rejeitados, desprezados e humilhados. Voltando ao episódio com João e Tiago, notamos uma diferença. É Jesus que anuncia novas todas as coisas. Como se dissesse: “Muito bem, meus discípulos. Vejo que vocês fizeram o trabalho de casa: conhecem as Escrituras. Mas precisam aprender uma lição. O tempo de reagir com violência, por qualquer motivo que seja, acabou”. Lucas descreve isso assim: Jesus voltou-se e repreendeu-os severamente. “Não sabeis de que espírito sois animados. O Filho do homem não veio para perder as vidas dos homens, mas para salvá-las”. (Lc 9, 55-56). Quem sabe, João e Tiago, lembraram-se de um trecho do Salmo 76(77), 11: Eu confesso que esta é a minha dor: “A mão de Deus não é a mesma: está mudada!”. Ou, então, viram-se, de repente, na figura de Jonas, frustrado pelo fato de Deus não ter destruído a cidade de Nínive (leia o capítulo 5 do Livro de Jonas).
4) Finalmente, uma imagem de João que deve ficar gravada no nosso coração. Diz uma tradição que João, já idoso, andava no meio dos cristãos e repetia sem parar: “Filhinhos, amai-vos uns aos outros!”.
ORAÇÃO
Vamos pedir ao Senhor que nos ensine a interpretar corretamente a Bíblia e, também, que nos ajude a reagir de acordo com a sua vontade em todas as situações da vida. Mas, antes de tudo, precisamos louvar ao Senhor. A inspiração será o texto escrito por João (Ap 4, 11. 5, 9):

Vós sois digno, Senhor nosso Deus,
de receber honra, glória e poder!
Porque todas as coisas criastes,
é por vossa vontade que existem
e subsistem porque vós mandais.
Vós sois digno, Senhor nosso Deus,
de o livro nas mãos receber
e de abrir suas folhas lacradas!
Porque fostes por nós imolado;
para Deus nos remiu vosso sangue
dentre todas as tribos e línguas,
dentre os povos da terra e nações.

14 de dezembro de 2010

wikileaks

O tema de WikiLeaks não sai das primeiras páginas de noticiários no mundo inteiro. O vazamento de milhares de informações secretas abalou as bases de diplomacia internacional e desmascarou a hipocrisia dos "poderosos deste mundo" (principalmente dos Estados Unidos, tão venerados no mundo inteiro). Hoje chegaram as informações sobre a soltura ("parcial") de Julian Assange, o fundador do famoso portal. Há, entretanto, uma coisa que merece ser lembrada, principalmente nos meios de comunicação GLBTS: a fonte de todos estes dados sigilosos (ou de maior parte deles) é um jovem soldado americano, analista de sistemas, chamado Bradley Manning - um gay assumido.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Há quem diga que sua atitude foi uma traição, mas "denunciar os crimes de guerra não é o crime". Atualmente o soldado está preso e existem várias iniciativas e campanhas de apoio, inclusive ações concretas (uma possibilidade de doações financeiras), com o objetivo de obter os melhores advogados para o Bradley (veja aqui). O meu sentimento de solidariedade para com Bradley Manning (pela sua coragem) aumenta ainda mais, ao saber de sua condição de gay.

7 de dezembro de 2010

Santo Ambrósio

Hoje é a memória litúrgica deste santo, Bispo de Milão e Doutor da Igreja, que viveu no século IV. Um dos textos biográficos sobre Santo Ambrósio (leia aqui) diz: “Ambrósio é o símbolo da Igreja nascente, após os sofridos anos de perseguições e vida escondida. Foi graças à sua atuação que a Igreja de Roma conseguiu tratar com o poder público sem servilismo.”
Estes termos me parecem familiares: “perseguições e vida escondida”. Resumindo: a Igreja (o cristianismo), também, “saiu do armário”, num determinado momento da história. Talvez por ter sido há tanto tempo, já conseguiu se esquecer como é. Aliás, é difícil dizer assim: “Igreja pensa, diz, faz, esquece, lembra, etc.” Trata-se, de fato, de algumas pessoas (entre elas uns dignitários), que nós, simplesmente, identificamos com a Igreja como instituição. A Igreja, graças a Deus, é muito mais do que isso. E eu procuro sempre compreender toda aquela cautela (ãinda que, muitas vezes, exagerada), com a qual estão sendo elaboradas as afirmações “oficiais” ou “gerais” da Igreja. Tivemos um exemplo recente (o livro do Papa) da situação em que algumas frases, tiradas (ou privadas) do contexto, foram capazes de despertar o alvoroço mundial.
Voltando ao Santo Ambrósio, ele era também (de que acabou esquecendo o autor da nota biográfica citada acima) o mentor espiritual de Santo Agostinho. O curioso (para nós) no ministério pastoral de Ambrósio era o fato de ter ele lidado, também, com a “questão homossexual”. Primeiro, pelo fato de viver no Império Romano (muitos autores sérios falam sobre a existência, socialmente reconhecida e aceita, de relacionamentos homossexuais, naquela realidade). Segundo, por ter acompanhado de perto a jornada interior de Agostinho. Este último, de acordo com as suas “Confissões”, teve experiências tanto homo- quanto heterossexuais. Sobre isso vou escrever numa outra oportunidade.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Santo Ambrósio observa que nas Escrituras na passagem: "Colocarei o meu arco nas nuvens", Deus não diz a flecha, mas o arco, para nos fazer compreender que somos nós os pecadores que pelas nossas iniquidades colocamos a flecha sobre o arco e incitamos Deus a castigar-nos.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Uma de suas famosas frases diz: "Ninguém cura a si próprio, ferindo outro".

5 de novembro de 2010

Dom Eugenio - 90 anos

Amanhã na Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro será celebrada a Missa solene em ação de graças pelo 90° Aniversário natalício de Dom Eugenio de Araújo Sales, Cardeal Arcebispo Emêrito desta cidade. Há muito de se dizer sobre esta figura, mas não cabe isso a mim (vários autores competentes abordam esse assunto com mais propriedade). Trago aqui - de acordo com o propósito deste blog - alguns trachos de um artigo que D. Eugenio escreveu sobre a homossexualidade. Não é surpresa que o Cardeal repete os principais pontos doutrinais da Igreja - como ele mesmo diz: "Este é o ensinamento da Igreja, em nome de Cristo, transmitido a seus fiéis e às pessoas de boa vontade."
Não pretendo, neste momento, citar as afirmações dogmáticas da Igreja às quais se refere D. Eugenio. Transcrevo, entretanto, algumas frazes de seu texto (leia na íntegra aqui).
___________________________________

"Diante de manifestações favoráveis ao homossexualismo, parece-me oportuna uma abordagem do assunto, tranqüila e serena, dirigida aos católicos à luz dos ensinamentos da Igreja nessa matéria. Esse tema, por vezes, provoca reações apaixonadas. Prevalece, no entanto, o dever de proclamar a verdade!"
...
"Devemos distinguir entre tendência e atos homossexuais. A simples inclinação não leva necessariamente à ação, pois não se pode ignorar a liberdade humana. Esta confere à pessoa a capacidade de resistir. Jamais faltará a graça de Deus a quem a busca."
...
"Toda a campanha em favor do homossexualismo, bem estruturada e muito difundida, não ajuda a resolver os males resultantes. Pelo contrário, agrava-os. Os sofrimentos decorrentes de atitudes anti-cristãs, infelizmente ainda existentes, em alguns ambientes, por vezes tornam-se mais acentuados. Propor solução não correta pode criar outros problemas. Por exemplo: elevar a união de homossexuais ao nível do matrimônio, a adoção de crianças... Nós, cristãos, devemos combater a discriminação promovendo a dignidade da pessoa humana, amada por Deus."
_____________________________________
Enfim...
Parabéns ao Dom Eugenio pelo seu aniversário.

20 de outubro de 2010

Dia 20 de outubro - mais apoio

É hoje o dia de usar o roxo, em homenagem aos jovens americanos que recentemente cometeram suicídio, devido a perseguição por causa de sua homossexualidade. Há poucos dias escrevi aqui sobre isso. Volto ao assunto hoje, primeiro por ser hoje e, também, por ter encontrado (depois de muita busca) o apoio a esta iniciativa em um dos portais temáticas (veja dolado). Percebi que a ideia tornou-se, de fato, internacional e, ao mesmo tempo, ganhou novas motivações. Assim escreve o mencionado portal: A Redação Dolado convida seus leitores e visitantes, independente da sexualidade, para usar algo roxo nesta quarta-feira como um simples gesto a favor da visibilidade de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. Participe e divulgue.

< < < -------

Uma outra fonte, o blog "Notícia G", afirma (neste mesmo contexto):

Justin Bieber deverá participar de uma campanha contra bullying homofóbico nos próximos dias. O fenômeno teen resolveu apoiar a luta contra a discriminação depois de sofrer na pele um ataque com contornos homofóbicos. (...)

O astro, que se diz heterossexual, teria dito a amigos que não tinha ideia do quanto doloroso comentários homofóbicos podiam ser. (...) Bieber deve demonstrar apoio à campanha anti-bullying que vem ganhando força nos EUA depois do suicídio de jovens gays vítimas de perseguição.

18 de outubro de 2009

Alexander Rybak



Alexander Rybak nasceu a 13 de Maio de 1986 em Minsk, na Bielorrússia. Violinista, cantor, compositor e actor, vive actualmente na Noruega, para onde se mudou quando tinha apenas quatro anos. Foi este país que representou em 2009 na Eurovisão com a música de sua autoria “Fairytale”. Ganhou o concurso com uma grande diferença de pontuação da canção classificada em segundo lugar e chegando mesmo a bater o recorde de pontos alguma vez obtidos na Eurovisão… , com 387 no total! Filho de pais músicos - a sua mãe, Natalia Valentinovna, é uma conhecida pianista e o seu pai, Igor Alexandrovich Rybak, um famoso violinista - Alexander começou a tocar instrumentos aos cinco anos, tendo começado por tocar piano e violino, acabando por optar só pelo violino. Hoje em dia ainda consegue tocar um pouco de piano. Das distinções que ganhou, a destacar o prémio da Cultura Anders Jahres e a vitória no concurso “The Big Chance” (A Grande Oportunidade), com a sua própria música “Foolin”, já para não falar da pontuação legendariamente estrondosa que conseguiu no apuramento na Noruega para o Festival Eurovisão da Canção 2009 (Melodi Grand Prix) e do recorde batido no próprio Festival! O último álbum que lançou chama-se “Fairytales” e inclui a música vencedora do Festival e mais 8 faixas, com 2 faixas extras em algumas edições.

Além disso tudo: É UM BELÍSSIMO RAPAZ !

11 de outubro de 2009

Stephen Gately (+11.10.2009)

Stephen Gately da banda Boyzone foi encontrado morto ontem durante as férias em Majorca.

A morte inesperada do cantor de 33 anos chocou os fãs e o mundo da música.

Gately estava de férias com o seu companheiro Andrew Cowles com quem tinha celebrado uma Parceria Civil (similar ao Casamento Civil no Reino Unido) em 2006.

Segundo os relatos disponíveis saíram à noite para umas bebidas e Gately adormeceu quando voltou a casa, não tendo acordado novamente. Está previsto os diversos membros da banda Boyzone viajarem para Majorca hoje para os serviços fúnebres.

Gately revelou publicamente em 1999 que era homossexual numa altura em que a banda Boyzone estava nos tops de vendas mas em processo de desagregação.

A banda voltou a reunir-se em 2007 com sucesso e está previsto o lançamento em 2010 de um novo álbum.